As aulas na escola básica de Mário Beirão, em Beja, suspensas após danos causados pela tempestade intensa que atingiu várias zonas da cidade na sexta-feira, foram retomadas esta segunda-feira, disse à Lusa o presidente do município.

A Escola dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de Mário Beirão "foi alvo de uma intervenção no sábado para repor as condições de segurança necessárias ao reinício das aulas, o que aconteceu hoje de manhã", explicou o presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio.

Estavam reunidas as condições para que as aulas pudessem recomeçar hoje e, por isso, recomeçaram", frisou, referindo que "ainda falta recuperar ou substituir materiais danificados em algumas infraestruturas de áreas comuns da escola, como claraboias em zonas de corredores e escadas", o que deverá ser feito na terça-feira.

O fenómeno de vento forte e chuva intensa começou por volta das 10:50 de sexta-feira na entrada de Beja junto ao Regimento de Infantaria n.º 1 e passou por várias zonas da zona sul/sudeste da cidade, nomeadamente pelo parque de feiras e exposições, pela escola de Mário Beirão e pelos bairros de Mira Serra, do Pelame e das Saibreiras.

Tratou-se de "um fenómeno meteorológico extremo, de muito curta duração, mas extremamente intenso e violento", que provocou, nos locais por onde passou, danos "muito avultados em bens" e prejuízos que estão "por apurar", indicou o autarca.

Há um conjunto de acidentados em termos materiais que naturalmente vão reportar os danos sofridos às respetivas companhias de seguros", com as quais "o município terá de se articular para fazer um apuramento geral e mais objetivo dos danos e prejuízos", explicou, sublinhando que "é um trabalho que irá demorar vários dias".

Segundo Paulo Arsénio, além de danos na escola, a tempestade provocou quedas parciais ou totais de mais de 100 árvores, algumas "de grande porte e com muitos anos de vida e que seria impensável que pudessem cair mesmo em condições meteorológicas extremas".

Devido a quedas de árvores, o fenómeno também provocou danos em 74 viaturas, segundo o levantamento feito pela PSP, precisou, referindo que os casos dos veículos danificados deverão ser resolvidos entre os proprietários e as respetivas seguradoras.

Esta é a minha expectativa, mas se existir alguma responsabilidade futura sobre a Câmara de Beja, teremos de a avaliar", frisou, sublinhando que as quedas de árvores ocorreram "devido a um fenómeno meteorológico extremo e não por falta de manutenção da parte do município".

A tempestade provocou ainda a queda de um muro do Regimento de Infantaria n.º 1 e danos em telhados de vários prédios e casas de habitação, sobretudo levantamento de telhas, mas "não houve necessidade de realojar pessoas".

Há danos muito avultados em bens, mas a notícia menos desagradável deste fenómeno é que não houve danos em pessoas, apenas um ferido ligeiro", um aluno da escola básica de Mário Beirão que "sofreu um corte muito pequeno numa mão", afirmou Paulo Arsénio.

/ HCL