O fornecimento de energia eléctrica nos concelhos de Sertã, Ferreira do Zêzere e Tomar, que tinha sido afectado devido ao tornado de terça-feira, foi quase totalmente restabelecido durante a noite, revelou fonte da EDP Distribuição.

«Durante a noite foram recuperadas todas as linhas de média e alta tensão e temos muitos geradores na rede a suportar as avarias por reparar», disse à Lusa Maria Antónia Fonseca, do gabinete de comunicação da empresa.

A EDP admite que existam ainda alguns clientes na rede de baixa tensão sem energia e apela a essas pessoas para que liguem para a empresa, através do 800 506 506, a relatar possíveis avarias.

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O vento forte que soprou ao início da tarde de terça-feira nos concelhos de Ferreira do Zêzere, Tomar e Sertã, que o Instituto de Meteorologia admitiu ser um tornado, derrubou uma torre da Redes Energéticas Nacionais (REN) e afectou a Subestação da Sertã.

Este fenómeno meteorológico provocou pelo menos 36 feridos, causou danos em escolas, casas e veículos, derrubou árvores, dificultou as comunicações móveis e cortou a electricidade.

Duas famílias realojadas em pensão

Duas famílias, num total de oito pessoas, três das quais crianças, foram realojadas na terça-feira à noite pela Protecção Civil numa pensão, na sequência do mau tempo que atingiu o concelho de Tomar, disse o presidente da Câmara local.

Numa conferência de imprensa no quartel dos bombeiros municipais, Corvelo de Sousa explicou que o número baixo de solicitações para alojamento «significa que as restantes pessoas que ficaram com as casas impossibilitadas encontraram o apoio mais desejado para estas alturas, que são os familiares».

O autarca adiantou que, além dos danos em casas, cujo número não divulgou, «há, de facto, um conjunto de empresas de dimensão local que ficaram profundamente afectadas», lamentando que tal ocorra «num momento crítico da vida do concelho e do país».

«Temos consciência de que vivemos um momento excepcionalmente mau, a afectar a vida de muitos cidadãos do concelho, de casas, equipamentos ou empresas no curto corredor em que passou o tornado», reconheceu.

Alegando desconhecer os «volumes de dinheiro envolvidos» para a recuperação do concelho, o presidente do município salientou a necessidade de «encontrar todo o apoio que for possível para diminuir os danos sofridos pelas pessoas e empresas».

Corvelo de Sousa, que se confessou «um bocado impressionado com o grau de destruição, muito maior do que algum dia seria possível de prever», disse que «ninguém terá ainda a noção, com o mínimo de rigor, dos prejuízos», mas admitiu que «com certeza ultrapassa as capacidades locais».

O autarca apelou ainda aos munícipes afectados que, na eventualidade de necessitarem de alimentação ou habitação, recorram à Protecção Civil e aos Bombeiros Municipais de Tomar.
Redação / CLC