Os cirurgiões do Hospital de Faro vão deixar de fazer horas extraordinárias nas urgências a partir de domingo.

A decisão dos médicos foi tomada em protesto pelas condições de trabalho, que dizem ser "manifestamente deficitárias".

Entre as queixas apresentadas estão entraves sistemáticos à realização de exames complementares de diagnóstico e o tempo excessivo de serviço nas urgências, com todos os cirurgiões a ultrapassarem as 200 horas anuais de trabalho suplementar previstas na lei.

A escala de dezembro inclui turnos sem um único cirurgião e outros assegurados apenas por externos contratados.

Na passada quinta-feira, os cirurgiões informaram a administração que "declinam qualquer responsabilidade por eventuais atos médicos ou cirúrgicos praticados por médicos não pertencentes ao serviço de cirurgia do Hospital de Faro" e alertaram que nas atuais condições há maior risco de "cometimento involuntário de erro clínico".

Este sábado, a ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu que as escalas “estão asseguradas” no Centro Hospitalar Universitário do Algarve - Hospital de Faro, frisando haver um “número significativo adicional” de médicos.