A negligência de crianças é a situação mais frequente entre as que são comunicadas às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, admitiu esta quarta-feiraz em Setúbal a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, escreve a Lusa.

«Os casos mais frequentes no distrito de Setúbal são os casos de negligência, que acompanham a média nacional», disse Idália Moniz que falava aos jornalistas no final de um encontro com as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco do Distrito de Setúbal, subordinado ao tema «Usa os teus Direitos. Respeita a Diferença!».

O presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, Juiz Armando Leandro, que também participou no encontro realizado no Arquivo Distrital de Setúbal, acrescentou que os caos de negligência representam ¿cerca de 30 por cento dos casos de crianças em risco¿.

«Os casos mais problemáticos são os de negligência e a negligência das crianças mais pequenas é, de facto, preocupante, porque pode colocá-las em perigo grave de desenvolvimento», disse o magistrado.

A secretária de estado Idália Moniz e o juiz Armando Leandro garantiram, no entanto, que tem havido uma diminuição do número casos, fruto de uma maior sensibilização das pessoas para este tipo de problemas e dos novos instrumentos processuais que permitem uma intervenção mais célere e mais eficaz das Comissões de Proteção de Menores.

«Em 2008 houve um total de 6072 de processos instaurados, reabertos e transitados e 6014 em 2009, no distrito de Setúbal», precisou Idália Moniz, acrescentando que se trata de uma «diferença ténue mas que já reflecte a existência de novos instrumentos de prevenção».
Redação / PP