O Ministério Público acusou uma jovem de dezenas de crimes de abuso sexual de criança, de violação e de rapto, bem como de perseguição, de coação e de ameaça, informou, esta segunda-feira, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo uma nota publicada na página da internet na PGDL, a arguida foi acusada por 51 crimes de abuso sexual de criança, de 25 crimes de violação agravada, de 38 crimes de violação, de dois crimes de coação agravada, de 22 crimes de rapto, de um crime de ameaça agravada e de um crime de perseguição.

No essencial ficou indiciado que a arguida, de sexo feminino, de 26 anos, a qual era pessoa da confiança familiar da ofendida (hoje com 20 anos), é suspeita de a ter violado e abusado sexualmente desde os seus 6 anos, assim como, muitas vezes, ter usado a sua força e superioridade físicas para a imobilizar, constranger e a levar a suportar a sua conduta contra a vontade da mesma”, explica a PGDL.

A arguida mantém-se em prisão preventiva por se julgar verificado, em concreto, “intenso perigo de continuação da atividade criminosa”.

O MP requereu a recolha de ADN à mulher.

Mais requereu que, caso a arguida seja condenada, lhe sejam aplicadas as penas acessórias de proibição de assumir a confiança de menor, em especial a adoção, tutela, curatela, acolhimento familiar, apadrinhamento civil, entrega, guarda ou confiança de menores, por um período a fixar entre 5 e 20 anos e de proibição de exercer profissão, emprego, funções ou atribuições públicas ou privadas, cujo exercício envolva contacto regular com menores, por um período fixado entre 5 e 20 anos”, acrescenta a PGDL.

O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público na 2.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.