A Câmara da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, considerou esta sexta-feira que a contaminação microbiológica da água do mar em sete praias do concelho se deveu a uma "conjugação de fatores naturais atípicos".

Segundo a autarquia, no dia em que Agência Portuguesa de Ambiente recolheu amostras nas praias da região, em 17 de agosto, verificou-se "precipitação intensa e ventos fortes do quadrante sul, a que se juntou uma agitação marítima que alterou as correntes dominantes e que teve impacto na manutenção da qualidade das águas balneares".

A estes indicadores, que segundo a câmara foram "determinantes" para que os valores microbiológicos registados ficassem acima dos parâmetros de referência, forçando as autoridades a decretar interdição de banhos no local, que ainda vigora, soma-se a presença excecional da planta jacintos-de-água nos areais

Sendo uma espécie de água doce, a presença dos jacintos-de-água nas nossas praias só se explica por ter sido arrastada pelas correntes. Esta é, aliás, uma espécie fortemente identificada no rio Ave [que desagua na cidade vizinha de Vila do Conde]", explicou o município, em comunicado.

No mesmo texto, a câmara garante que foi feita uma avaliação pormenorizada ao sistema de drenagem de águas pluviais que, durante o período de verão fica ligado através de sistemas de bombagem à rede pública de saneamento.

Está o município [da Póvoa de Varzim] em condições de assegurar que não foi registada qualquer anomalia ou transvase para o oceano", assegura a autarquia, concluindo que "uma conjugação natural de todos os dados enunciados ajudará a explicar este fenómeno atípico e a identificar a origem do problema".

Na quarta-feira, os técnicos da Agência Portuguesa de Ambiente repetiram os testes à qualidade da água do mar nas sete praias urbanas do concelho, mas como os resultados demoram 72 horas a ficar prontos, a interdição de banhos vigora até segunda-feira.

A medida afeta as praias urbanas da Salgueira, Azul, Verde, Beijinhos, Lada, Lagoa II e Hotel.

/ HCL