As autoridades de saúde fiscalizaram, este domingo,  uma pensão que acolhe cerca de 90 refugiados, em Lisboa.

Foram realizados testes a pelo menos 78 pessoas, não existindo registo de qualquer caso positivo.

A operação correu tranquilamente. Foram testadas 78 pessoas, requerentes de asilo e dois funcionários da “guesthouse”. Não havia nenhum caso positivo. Foi apenas um rastreio, medida que iremos tomar nos próximos dias em relação as outras “guesthouses””, explicou Maria Helena Almeida delegada do Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Central.

A Lisbon Bangla Guest House situa-se na rua Passos Manuel, no centro da capital.

A operação começou às primeiras horas do dia e terminou ainda durante a manhã deste domingo.

Esta fiscalização preventiva surge na senda de testes feitos a refugiados que residem em vários estabelecimentos hoteleiros na cidade de Lisboa. Operação que iniciada depois de terem sido detetados vários migrantes infetados com Covid-19 num “hostel” em Arroios.

No local estiveram membros do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, bombeiros e a delegada de saúde responsável pela operação, Maria Helena Almeida do Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Central.

Autoridades fiscalizam pensão em Sete Rios

As autoridades de Saúde fiscalizaram mais uma pensão em Lisboa, desta vez em Sete Rios. No total, entre 70 a 80 pessoas fizeram testes de despiste à Covid-19.

A operaão começou ao início da tarde deste domingo e, até ao momento, desconhece-se os resultados dos testes realizados.

Esta é a segunda operação de fiscalização ao novo coronavírus em residênciais este domingo na capital portuguesa.

Na sexta-feira, o ministro da Administração Interna adiantou que o Governo iria promover a realização de testes à covid-19 relativamente a requentes de asilo que se encontram a aguardar decisão administrativa e judicial em alojamentos coletivos, sobretudo na área de Lisboa.

A mesma fonte do MAI acrescentou que nos próximos dias irão continuar a ser feitos testes de despistagem em outros alojamentos, no âmbito de uma “operação de prevenção”.

No sábado, o delegado de saúde de Lisboa e Vale do Tejo tinha adiantado à Lusa que os testes de despistagem aos requerentes de asilo em Portugal já tinham começado a ser feitos e que tinham sido testadas cerca de 30 pessoas.

Na segunda-feira, a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Mónica Farinha, disse à Lusa que o organismo está a acompanhar atualmente 950 requerentes de proteção, dos quais cerca de 800 se encontram em alojamentos externos aos serviços, em ‘hostels’ na cidade de Lisboa.

No dia anterior, um ‘hostel’ localizado na Rua Morais Soares, na freguesia de Arroios, foi evacuado devido a um caso positivo da doença.

A unidade, que foi entretanto desinfetada, albergava perto de 200 pessoas em cerca de 40 quartos, segundo as autoridades.

Posteriormente, os 171 migrantes que estavam hospedados no ‘hostel’ foram transportados para a Base Aérea da Ota, em Alenquer.

Destes requerentes de asilo, 136 testaram positivo à presença do novo coronavírus (SARS-CoV-2), sete com resultados inconclusivos e 26 com testes negativos.

No entanto, quando foram realizados os testes à covid-19 aos migrantes alojados no ‘hostel’, 25 não estavam presentes.

A pedido das autoridades sanitárias, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) realizou várias averiguações e, na quarta-feira, anunciou que tinha detetado 19 dos 25 cidadãos estrangeiros.

Dos seis desaparecidos, um foi localizado no Reino Unido, tendo o SEF precisado que terá saído de Portugal antes de ser detetado o caso de covid-19 no ‘hostel’.

Na sexta-feira, fonte do SEF indicou que continuam a ser feitas diligências para localizar os outros cinco migrantes desaparecidos.

De acordo com os dados do CPR, em 2019 pediram asilo cidadãos de cerca de 70 nacionalidades diferentes.

Os requerentes de proteção internacional estão, durante todo o procedimento, em situação regular em Portugal, segundo a legislação em vigor.

A Lei do Asilo estipula que o apoio social e de alojamento é assegurado apenas àqueles que se encontram em situação de carência económica, podendo este apoio cessar a qualquer momento, assim que se deixe de verificar os pressupostos dessa situação.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal contabiliza 903 mortos associados à covid-19 em 23.864 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado este domingo.

Nuno Mandeiro Catarina Cardoso . / atualizado às 16:25