Um cidadão marroquino que desembarcou na Ilha Deserta, no Algarve, a 15 de setembro, foi constituído arguido e indiciado pelo crime de tráfico de seres humanos. O homem vai aguardar julgamento com a medida de coação menos gravosa, o termo de identidade e residência.

O cidadão marroquino fazia parte do grupo de 28 migrantes que deram à costa a 15 de setembro e, à semelhança de outros 23, esteve detido no quartel de Tavira, de onde fugiu um grupo de clandestinos na semana passada.

Entre os 28 migrantes que desembarcaram no Algarve, estavam três mulheres, que foram levadas para as instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no Porto. Uma dessas migrantes era mulher deste homem agora constituído arguido, pelo que o indivíduo foi também transferido para o Porto.

A constituição de arguido resulta da investigação às circunstâncias em que ocorreu o desembarque.

Desde dezembro de 2019, já desembarcaram na costa algarvia seis grupos, num total de 97 migrantes. É o primeiro indivíduo a ser constituído arguido no âmbito das investigações a estes desembarques.

Marisa Rodrigues