Cerca de duzentas pessoas aplaudiram esta quinta-feira a saída da urna com o corpo do almirante Rosa Coutinho da Capela de S. Roque, nas instalações da Armada no Arsenal, para o Cemitério dos Olivais, em Lisboa.

Uma cerimónia discreta em que não foram feitos elogios fúnebres, não se realizou qualquer rito religioso, nem se prestaram honras militares, por pedido expresso do almirante, como explicaram à agência Lusa fontes militares e da família.

«Uma cerimónia discreta e simples dentro do espírito que ele [Rosa Coutinho] desejava», disse um dos filhos do militar à Lusa.

O chefe do Estado-Maior da Armada, Melo Gomes, que na quarta feira esteve presente na capela, fez-se representar pelo almirante Oliveira Viegas.

O cortejo fúnebre seguiu para o Cemitério dos Olivais, onde o corpo do militar, que esteve envolvido na revolução do 25 de Abril de 1974, será cremado.

Hoje no pátio do Arsenal, entre cidadãos anónimos, amigos da família e do falecido militar, bem como antigos camaradas de armas, estavam presentes o coronel Vasco Lourenço, um dos homens do 25 de Abril, e o ex-ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro.

O almirante Rosa Coutinho, 84 anos, faleceu na quarta feira, vítima de doença prolongada.
Redação / SM