O ministro da Defesa Nacional entende que é “extremamente preocupante” a situação na República Centro-Africana. A missão dos militares portugueses no terreno é difícil, mas está a “fazer a diferença”.

É uma situação extremamente preocupante, é uma missão difícil de médio e longo prazo, e aquilo que eu posso dizer é que as Forças Armadas portuguesas, particularmente a unidade de paraquedistas que lá está neste momento, está a fazer a diferença".

João Gomes Cravinho, que falava aos jornalistas à margem das cerimónias militares e militarizadas das comemorações dos 360 anos da Batalha das Linhas de Elvas, disse que as Forças Armadas estão a desempenhar de “maneira única” uma missão humanitária e de paz naquele território.

A força portuguesa está a desempenhar as missões mais difíceis e está a fazê-lo com êxito total. Acompanho de forma quotidiana a situação na República Centro-Africana e, sobretudo, a situação do nosso contingente”.

Os militares portugueses estiveram no dia 10 deste mês, durante cerca de cinco horas, envolvidos em combate em Bambari, cidade a 400 quilómetros da capital, Bangui.

Estes militares, que integram a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, estiveram em combate direto com elementos do grupo armado ex-Seleka UPC (União para a Paz na República Centro-Africana), com o objetivo de proteger civis e restabelecer a paz.

No decorrer do encontro com os jornalistas em Elvas, o ministro da Defesa Nacional considerou ainda “insuficiente” o número de mulheres que frequentam a Academia Militar (10% dos alunos são mulheres), prometendo trabalhar para que essa situação seja alterada no futuro.

“A adaptação constante que as Forças Armadas fazem à evolução do mundo exige, hoje em dia, um reforço do número de mulheres nas Forças Armadas”, considerou.

Militares entregam 1.700 quilogramas de material escolar

Os militares portugueses que se encontram na Missão de Treino da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM-RCA) entregaram 1.700 quilogramas de material escolar que foi doado por escolas portuguesas, foi hoje anunciado.

O material escolar em causa foi entregue pelos militares portugueses no Complexo Escolar Saint Bernard de Menthon, em Bangui, refere o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) em comunicado.

Esta ação permitiu responder às carências sentidas por cerca de 1.200 alunos, com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos, dos quais 200 são órfãos”.