O Ministério Público (MP) acusou uma administradora de insolvência de abuso de poder e peculato por ter ficado durante quase 10 anos com o carro de uma pessoa falida que devia ter devolvido à locadora.

Na sua página da Internet, a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto esclarece que a mulher recebeu de um insolvente “um automóvel para que fosse devolvido à locadora” mas, em vez disso, “passou a utilizá-lo no seu quotidiano em seu próprio benefício”, pelo menos entre março de 2009 e janeiro de 2019.

De acordo com a PGD, a arguida agiu “enquanto administradora de insolvência, no âmbito de processo que correu termos no extinto Tribunal Judicial de Gondomar”.

De acordo com a PGD, o MP do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto “pediu ainda que a arguida seja condenada a pagar ao Estado o valor de 160.360 euros” que “entendeu corresponder à vantagem por ela obtida com a prática dos factos”.

Por despacho de 29 de novembro, o MP acusou a arguida, “imputando-lhe a prática dos crimes de abuso de poder e de peculato de uso”, acrescenta a PGD.

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