Bruno de Carvalho já não consta na acusação do processo à invasão de Alcochete. O ex-presidente do Sporting e Nuno Mendes, conhecido por Mustafá e líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), deixaram de ser apontados como autores morais do crime.

Esta é a principal de várias alterações não substanciais à acusação, que foram conhecidas esta sexta-feira e que vão em linha com as alegações finais do Ministério Público, que já tinha pedido a absolvição dos arguidos por falta de provas.

O coletivo, liderados pela juíza Sílvia Rosa Pires, considerou que a acusação tinha "matéria repetida e sobreposta" e misturava "factos objetivos e elementos subjetivos dos vários tipos de ilícito".

O plano e a execução do ataque são agora atribuídos em exclusivo aos restantes arguidos que participaram no ataque e que continuam acusados de terrorismo.

O julgamento da invasão à academia do Sporting foi adiado ‘sine die’ (sem data prevista), a 24 de abril, devido à pandemia da Covid-19.

O ataque à Academia do clube de Alvalade ocorreu a 15 de maio de 2018. Jogadores e equipa técnica do Sporting foram agredidos por adeptos ligados à claque ‘leonina' Juve Leo.

Inês Pereira / atualizada às 20:00