A mulher acusada de ter matado o marido com tiros de caçadeira em Almada terá premeditado o crime, referiu nesta segunda-feira o Ministério Público considerando que a arguida «não convenceu» as autoridades com a queixa de violência domestica.

A mulher «prestou declarações referenciando uma situação de violência doméstica como explicação para o crime, não tendo, no entanto, logrado convencer, havendo indícios de que premeditou a morte da vítima, nas circunstâncias em causa, junto à Conservatória do Registo Civil», diz uma nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa citada pela agência Lusa.

Uma mulher de nacionalidade brasileira disparou na sexta-feira um tiro de caçadeira contra o ex-companheiro, que teve morte quase imediata.

O crime ocorreu nas imediações da Conservatória do Registo Civil, na Praça São João Baptista, em Almada, onde a mulher e a vítima iam tratar de questões relacionadas com a guarda da filha de ambos.

A mulher entregou-se à PSP depois de ter ligado para o 112. Quando a equipa médica chegou ao local já não conseguiu reanimar o homem.

O homicídio ocorreu no mesmo dia em que a suspeita apresentou uma queixa contra o ex-companheiro, por violência doméstica, na GNR da Costa de Caparica.

O Ministério Público imputou à arguida a prática de um crime de homicídio previsto e um crime de detenção de arma proibida, uma caçadeira de canos e coronha serrados.

A arguida ficou em prisão preventiva. O Tribunal de Família e Menores providenciará a proteção da filha menor de idade.
Redação / PC