O Departamento de Investigação e Ação Penal, através do Ministério Publico (MP) de Braga, acusou dez pessoas de associação criminosa, furto qualificado, falsificação, detenção de arma proibida, e receção, anunciou, esta quinta-feira, a Procuraria geral da República.

A acusação que reporta ao dia 28 de junho, e que foi esta quinta-feira publicada no sítio da internet da PGR, refere que o grupo terá assaltado, “de novembro de 2017 a finais de junho de 2018”, ou “procuraram assaltar”, casas nas localidades de Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, “assim como assaltaram uma agência bancária, em Braga, subtraindo quantias monetárias e bens de valor total superior a 4.731.410,59 euros”.

No texto, o MP considerou que nove arguidos, liderados por um deles, "estruturaram uma organização para a prática de crimes contra a propriedade, preferencialmente a residências particulares pertença de pessoas com elevado poder económico, e que se apetrecharam com os meios técnicos e logísticos necessários, alguns deles de elevada sofisticação, assim como planearam a sua atividade, repartindo as tarefas”.

Aos nove envolvidos está imputada a acusação de crime de associação criminosa, prática do crime de furto qualificado, alguns dos quais na forma tentada, a sete o crime de detenção de arma proibida, a três o crime de falsificação e a dois o de recetação.

Quatro dos arguidos estão sujeitos à medida de coação de prisão preventiva e um à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.