Oito portugueses foram acusados de apoio e adesão ao Estado Islâmico pelo Ministério Público, avança o Departamento Central de Investigação e Ação Penal. Os suspeitos estão ainda acusados dos crimes de recrutamento para organização terrorista e financiamento do terrorismo.

Na nota divulgada esta quarta-feira, o DCIAP informa que foi investigada a "atividade de um grupo de cidadãos de nacionalidade portuguesa, convertidos ao Islão e que se radicalizaram, vindo a integrar a organização terrorista islâmica autodenominada Estado Islâmico (EI)".

"O processo foi instaurado em 2013, na sequência de informação das Autoridades Britânicas, na qual se dava conta do envolvimento de cidadãos portugueses no rapto de dois jornalistas, um britânico, John Cantlie, e outro holandês, Jeroen Oerlemens, ocorrido na Síria em julho de 2012", lê-se na nota.

A investigação durou seis anos e as autoridades conseguiram reconstruir os passos do grupo e a sua deslocalização para a Síria, com as mulheres e filhos, a fim de integrarem as fileiras do Estado Islâmico e cumprirem a Jihad.

"Dois dos arguidos acusados foram encontrados e interrogados em Portugal, já durante o corrente ano de 2019, estando um deles na situação de prisão preventiva. Os restantes, cujo interrogatório não foi possível de realizar, encontram-se em paradeiro incerto, havendo apenas a informação que um deles se encontra preso na Síria", acrescenta a nota.

A investigação está a cargo da Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária.