A ministra da Saúde, Marta Temido, avançou, esta quarta-feira, que já foram distribuídas 66.700 doses da vacina contra a covid-19 e que, até às 17:00 de terça-feira, tinham sido administradas mais de 32 mil doses. Marta Temido adiantou aos jornalistas que as autoridades de saúde estão a reservar doses suficientes para aplicação da segunda dose da vacina “e uma pequena quantidade para alguma eventualidade”.

Das cerca de 140 mil doses que Portugal continental recebeu até ao momento, fizemos a distribuição de 66.700 doses. Significa que guardámos uma segunda dose e também uma pequena quantidade para qualquer eventualidade”, adiantou a ministra, que marcou o início formal da vacinação em estruturas da Rede Nacional de Cuidados Continuados.

Marta Temido fez um balanço do processo de vacinação em Portugal até ao momento e projetou os próximos passos, reconhecendo que a pandemia está a viver um momento de aumento de casos.

É um momento muito significativo. Nós estamos novamente perante uma tendência de crescimento de novos casos e, portanto, a vacinação é aquela esperança que todos acalentamos. Hoje iniciamos formalmente a vacinação em estruturas da rede de cuidados continuados. A doente que hoje foi vacinada perante todos é uma senhora que se encontra numa estrutura que se destina à reabilitação de pessoas e ao seu regresso à normalidade”, reconheceu.

Marta Temido marcou presença no início da vacinação no Alentejo, que foi também o arranque oficial da vacinação em estruturas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Segunda dose três semanas depois da primeira

Esta quarta-feira, o coordenador do Plano Nacional de Vacinação para a Covid-19, Francisco Ramos, disse, em entrevista à Antena 1, que o que está previsto, neste momento, é que a segunda dose da vacina comece a ser dada no próximo dia 17 de janeiro. Ou seja, três semanas depois da administração da primeira dose. 

Temos 32 mil pessoas com a primeira dose da vacina. [A segunda dose da vacina será aplicada] três semanas depois. Isso é a regra e é isso que está previsto”, disse.

Na mesma entrevista, Francisco Ramos mantém a ideia de que o pedido da Ordem dos Médicos para que a idade seja um critério prioritário no Plano de Vacinação não faz sentido e assegura que não foram registados incidentes de relevo com a administração da vacina.

Manuela Micael