A taxa de mortalidade materna aumentou para níveis que não se verificavam desde 1991 e a situação está a preocupar a classe médica.

De acordo com os dados analisados pelo Jornal de Notícias, em 2017 registaram-se 10,4 óbitos maternos por cada 100.000 nados-vivos, o valor mais alto desde 1991 -  ano em que a taxa atingiu os 12 óbitos, num ano em que nasceram 116.000 bebés. 

O mesmo jornal fez as contas e concluiu que, em 2017, nove mulheres morreram devido à gravidez, ao parto ou ao pós-parto.

Na maioria dos casos (quase 60%), as mulheres tinha mais de 35 anos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) associa as mortes ao aumento da idade das mães.

A DGS informou que a idade elevada da mãe e o facto de poder ter patologias associadas, como hipertensão arterial, podem aumentar o risco de mortalidade materna.

Perante os números agora divulgados, a autoridade sublinhou que vai analisar os casos em colaboração com os serviços de saúde e comissões e grupos de trabalho.

Com a colaboração dos serviços de saúde, comissões e grupos de trabalho que colaboram com a DGS, as mortes maternas serão analisadas retrospetivamente e prospetivamente através da reformulação do inquérito epidemiológico que será aplicado a todas as mortes maternas", informou a DGS ao JN.

Os médicos olham para os valores da taxa de mortalidade materna com preocupação.

Desde 2013 que está a subir ao ritmo de uma morte por ano. Nove mulheres é uma subida importante e significativa", disse o presidente do Colégio de Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem de Médicos, João Bernardes, ao JN.