Um jovem português foi "brutalmente assassinado" em Londres, no sábado passado, segundo a Metropolitan Police, a polícia londrina. Wilham Mendes, de 25 anos, vivia no Reino Unido desde 2015 e era pugilista amador. As autoridades indicaram, no Twitter, nesta manhã de Natal, que dois jovens de 15 anos de idade foram detidos dia 23 de dezembro, estão acusados do assassinato e roubo do português. 

O crime ocorreu no dia 22 de dezembro. A polícia recebeu um alerta para um esfaqueamento em Albert Place, N17, pelas 01:20 da madrugada. Quando os serviços de emergência chegaram ao local encontraram Wilham Mendes com "múltiplos ferimentos por facada".

Ainda foi transportado para o hospital, mas acabou por falecer. O óbito foi declarado nem uma hora depois de ter sido encontrado, às 02:13.

Os parentes do jovem português já estão a par do que aconteceu, segundo a polícia londrina. 

Apesar de aguardarmos a identificação formal, os agentes acreditam que o falecido é português, Wilham Mendes, de 25 anos, que vivia no Reino Unido desde 2015 e residia em Tottenham, no momento da sua morte".

Glen Lloyd, da Polícia Metropolitana de Londres, lidera a investigação no comando de crimes e homicídios e deu a indicação de que a investigação vai no sentido de que "Wilham tenha sido esfaqueado durante um assalto".

Citado pelo The Guardian, fez de seguida um apelo: para que quem tenha sido testemunha do crime ou logo após o mesmo, entre em contacto com a polícia.

Não importa quão pequeno seja um detalhe, não importa quão pouco tenha visto, as suas informações podem ser cruciais para nossa investigação e, no mínimo, ajudarão a confirmar os detalhes que já temos. No centro de nossa investigação está a perda de um jovem inocente e promissor que foi brutalmente assassinado na rua".

"Os nossos pensamentos estão com a família de Wilham, enquanto lutam para lidar com esta perda numa época que deveria ter sido feliz".  

Os suspeitos serão presentes a tribunal na quarta-feira, 26 de dezembro. 

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Governo transmite disponibilidade para apoiar família

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas transmitiu hoje a disponibilidade de prestar apoio consular à família do jovem morto.

O corpo está a aguardar pela realização de autópsia e o posto consular para já não foi contactado pela família. Contudo, transmitimos toda a disponibilidade para se, algum familiar requisitar ou solicitar esse apoio, nomeadamente para a trasladação do corpo, esse apoio será garantido”, disse José Luís Carneiro à Lusa.

O secretário de Estado explicou que por se tratar de um caso sob tutela judicial não há ainda dados definitivos, inclusivamente acerca da nacionalidade do jovem, “que tudo levará a crer que possa ser português”.

Não temos ainda a confirmação oficial por parte das autoridades britânicas. Estamos a procurar, por via dos serviços consulares, obter melhores informações da parte das autoridades policiais e judiciárias, porque são quem tem os dados que ainda não possuímos”, afirmou.