O pai de Pedro Fonseca, o jovem de 24 anos morto depois de resistir a um assalto no Campo Grande, em Lisboa, escreveu uma carta de homenagem ao filho.

O Pedro era alto, boa presença, muito alegre, quase sempre com um sorriso que lhe brilhava nos dentes, tipo menino da mamã”, escreveu o pai, recordando que o filho lhe dizia com orgulho “que tinha amigos que diziam gostar de sair com ele, porque não era conflituoso, ajudava a solucionar conflitos e evitava aproximar-se de locais problemáticos”.

O pai afirmou ainda que os suspeitos, que confessaram o crime esta segunda-feira, “nunca se esforçaram nem o querem fazer, e que perturbam quem quer trabalhar”.

Nada levaram, mas roubaram o que ele mais adorava, que era a alegria de viver, basta olhar para as fotos dele”, afirmou o antigo inspetor-chefe da Polícia Judiciária que agradeceu o apoio prestado pelos colegas.

Desejo os maiores sucessos à investigação, não por este Pedro, porque por mais buscas que façam, não vão conseguir apreender aquilo que lhe foi roubado, a vida, mas sim, para que outros Pedro, Ana, José ou Maria, não venham a ser vítimas”, disse.

/ HCL