A sinistralidade nas estradas da União Europeia (UE) recuou 17% em 2020 face a 2019, para 42 mortes por milhão de habitantes, com Portugal a apresentar uma diminuição de 18%, para 52 óbitos, segundo dados de Bruxelas.

Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia, na UE, o número de mortes por acidentes rodoviários recuou, em 2020, 17% face ao ano anterior, de 51 para 42 por milhão de habitantes, e 36% na comparação com 2010, ano em que a taxa foi de 67 óbitos por milhão de habitantes.

Em Portugal, o recuo foi, em ambas as comparações, superior ao da média europeia: -18% face a 2019 (de 63 para 52 mortes) e -43% na comparação com 2010 (80 mortes por milhão de habitantes), sendo este o terceiro maior entre os Estados-membros.

Estes valores estão ainda longe da meta de 50% de redução da sinistralidade rodoviária que tinha sido fixada para a década 2010-2020.

As maiores quebras anuais nas taxas de mortalidade nas estradas registaram-se  em Malta (-31%), Bulgária (-26%), Hungria e Itália (-25% cada), tendo cinco Estados-membros registado aumentos de  vítimas mortais: Luxemburgo 18%, Estónia 15%, Letónia 7%, Irlanda 6% e e Finlândia 4%.

Na comparação com 2010, apenas um país, a Holanda, viu aumentar a taxa de mortes na estrada, em 1%.

A Grécia, com uma redução de 54%, foi o país com maior recuo no período de 10 anos, seguindo-se a Espanha e a Croácia (-44% cada), Portugal (-43%), Eslovénia e Itália (-43% cada).

Por toda a UE, cerca de 70 % das vítimas mortais em zonas urbanas envolvem utentes vulneráveis da estrada, onde se incluem peões, motociclistas e ciclistas.