O número de mortes por Covid-19 em Portugal subiu para 100, segundo o boletim divulgado este sábado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Relativamente a sexta-feira, em que se registaram 76 mortes, este sábado observou-se um aumento de 31,5%.

O número de casos confirmados é agora de 5.170 e há 4.938 casos a aguardar resultados laboratoriais. Nesta altura, há 19.927 pessoas sob vigilância.

Em relação ao número de casos, são reportados este sábado mais 902 do que ontem, o que significa um aumento de 21,1% face a sexta-feira.

A taxa de letalidade em Portugal é, segundo a ministra da Saúde, de 1,9%, elevando-se este número para 7,9% nos maiores de 70 anos. 

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Do total dos casos, 89% dos infetados estão no domicílio e há 418 pessoas internadas, das quais 89 em unidades de cuidados intensivos, de acordo com a informação reportada pelos hospitais.

Sobre os óbitos, começam na faixa etária dos 40 aos 49 anos. O maior número de vítimas mortais tem mais de 80 anos. 

 A região Norte é a que regista o maior número de mortes (44), seguida da região Centro (28), da região de Lisboa e Vale do Tejo (27) e do Algarve (1).

Lisboa é, nesta altura, o concelho com maior número de casos de Covid-19, 366, seguindo-se o Porto com 343 e Vila Nova de Gaia com 262, Maia, com 219 e Matosinhos, com 189.

A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (1.002), seguida dos 50 aos 59 anos (931), dos 30 aos 39 anos (801) e dos 60 aos 69 anos (736).

Há ainda 56 casos de crianças com idades até aos nove anos, 123 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e 518 com idades entre os 20 e os 29 anos.

Os dados indicam também que há 510 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos e 493 com mais de 80 anos.

Em relação a sintomas, a tosse é o mais sinalizado, em 49% dos casos, seguindo-se a febre (41%), dores musculares (28%), cefaleia (23%), fraqueza generalizada (19%) e dificuldade respiratória (15%).

Em conferência de imprensa, a ministra da Saúde e a diretora-geral da Saúde revelaram entretanto que o pico da pandemia de Covid-19 previsto para Portugal deverá acontecer apenas na última semana de maio, um sinal de que as medidas de isolamento aplicadas em todo o país estarão a contribuir para o abrandar da curva epidemiológica,

Segundo o relatório da DGS, 105 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 72 de França, 27 do Reino Unido, 22 da Suíça, 21 de Itália, 17 dos Emirados Árabes Unidos, 13 de Andorra, oito do Brasil, sete da Alemanha, sete Países Baixos, cinco da Bélgica, quatro da Áustria, três da Índia, dois dos EUA, dois do Egito e outros dois da Argentina.

Foram ainda importados um caso da Áustria/Alemanha, Cuba, Dinamarca, Israel, Irão, Jamaica, Luxemburgo, Maldivas, Polónia, Qatar, República Checa, Tailândia e Venezuela.

Portugal, onde o primeiro caso foi confirmado a 2 de março e que está em estado de emergência até quinta-feira, entrou já na terceira e mais grave fase de resposta à doença Covid-19 (Fase de Mitigação), ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 28 mil.

Açores corrigem dados da DGS

Em comunicado, a Autoridade de Saúde Regional dos Açores informou ao início da tarde que "os dados referentes aos Açores que foram divulgados hoje pela Direção-Geral da Saúde, no seu Relatório de Situação n.º 026, não estão corretos. Até à data, foram detetados na Região 27 casos positivos para infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19, sendo sete na ilha Terceira, três no Faial, sete em São Jorge, sete em São Miguel e três no Pico", indicam as autoridades. 

O boletim da DGS dá conta de 30 casos nos Açores.

/ BC