A Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária efetuou, esta terça-feira de manhã, mais uma megaoperação de combate à associação criminosa em torno dos Hells Angels, da qual resultaram, pelo menos, 17 detidos, sabe a TVI.

No terreno, estiveram mais de 100 inspetores que avançaram para as detenções e buscas domiciliárias. As buscas já terminaram.

Este segundo raide, depois de cerca de 60 detenções numa primeira operação de larga escala, em julho do ano passado - 38 estão ainda em prisão preventiva -, visa o completo desmantelamento do grupo motard em Portugal, onde são suspeitos de crimes violentos e graves como homicídio qualificado na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física qualificadas, detenção de armas proibidas e tráfico de droga. 

Na altura, recorde-se, a operação incidiu sobretudo no Algarve, sendo que hoje se estende também ao norte do país, sabe a TVI. Um dos factos mais graves imputados a vários elementos do grupo - por homicídio tentado - prende-se com a invasão de um restaurante em Loures, onde atacaram elementos do grupo rival Red&Oak, entre eles o skinhead Mário Machado. 

O processo tem decretada especial complexidade, o que permite ao Ministério Público o alargamento dos prazos de inquérito até um ano: a acusação terá de ser proferida até julho, incluindo já os detidos de hoje, que entre amanhã e depois serão presentes ao juiz João Bártolo, no tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Henrique Machado