Os guardas prisionais que deviam ser recebidos, esta segunda-feira, pelo Presidente da República foram informados que a reunião foi adiada para sexta-feira. Num comunicado enviado às redações o sindicato garante ainda que os serviços mínimos estão garantidos. 

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu receber o sindicato do corpo da guarda prisional depois dos desacatos registados em várias prisões e na sequência da vigília feita em frente ao Palácio de Belém.

Os guardas prisionais vão pedir ao chefe de estado que faça de intermediário no diferendo com o Governo sobre a negociação do estatuto de carreira. O sindicato acusa o Executivo socialista de ser o responsável pela instabilidade no setor prisional (reclusos em protesto e até motins), abalado nos últimos dias por protestos de reclusos em várias prisões.

Na sexta-feira passada, os guardas prisionais decidiram prolongar a greve também para o período do Natal: vão parar de 24 a 27 de dezembro, admitindo mesmo parar até ao fim do ano e uma greve de zelo durante todo o ano de 2019. 

Fizeram uma vigília de 16 horas em frente ao Palácio de Belém, para pedir a intervenção de Marcelo. Na quinta-feira, entregaram na Casa Civil do Presidente da República um documento com as suas reivindicações e foi-lhes dito que seriam convocados para uma reunião esta segunda-feira. Não há ainda, porém informação, sobre as horas do encontro.

Os guardas prisionais exigem a revisão do seu estatuto profissional, que foi discutido entre abril e agosto deste ano com a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, e acusam o primeiro-ministro, António Costa, de recuar nos compromissos assumidos.

Querem a criação de categorias profissionais, a revisão do horário de trabalho, a correção de suplementos que dizem não estar a ser pagos, a atualização dos salários e colocação nos escalões de equiparação à PSP.

/ VC