A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) defendeu, esta quinta-feira, que a maioria dos abortos legais é feita através de medicamentos, sem recorrer a internamento hospitalar, e considera uma «hipocrisia» falar do dinheiro gasto pelo Estado com estas situações.

Em comunicado, a UMAR refere as «vozes» que falam da crise e do dinheiro gasto pelo Estado com os abortos realizados ao abrigo da lei, quando «a maioria das interrupções de gravidez se faz por via medicamentosa, sem encargos de internamento, o que não acontecia quando o aborto era clandestino e as mulheres entravam nas urgências dos hospitais com graves problemas» de saúde. «Chamamos a isto hipocrisia», salientou a organização.

Após entregar na Assembleia da República uma petição, a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, disse, na quarta-feira, que o Estado já gastou 100 milhões de euros com o aborto desde que foi legalizado em Portugal, há quatro anos. A petição, com 5.700 assinaturas (são necessárias 4 mil para discussão em plenário) visa rever a regulamentação da lei do aborto, para «melhorar» o seu enquadramento.

Para a UMAR este é um debate «já ultrapassado pelo voto em referendo da sociedade portuguesa» e defende o alargamento do prazo legal para a realização da interrupção da gravidez, tal como a realização de mais campanhas de informação das mulheres e dos jovens sobre contracepção e prevenção da gravidez indesejada.
Redação / MM