O líder da claque Juve Leo, Mustafá, foi preso nesta sexta-feira, no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting.

Nuno Vieira Mendes, mais conhecido por Mustafá, foi detido pela GNR no cumprimento de um mandado de detenção para ser entregue num estabelecimento prisional, onde ficará em prisão preventiva enquanto decorrer o processo.

Depois de várias horas no posto da GNR da Charneca de Caparica, Mustafá foi transferido para o estabelecimento prisional anexo à Policia Judiciária, em Lisboa.

O líder da claque leonina apresentou-se no posto da GNR da Charneca da Caparica, como estava obrigado a fazer todos os dias, e foi detido pelos militares no momento da apresentação.

Apesar das alterações das medidas de coação, Mustafá está sereno e convicto da sua inocência.

Está tranquilo, está convicto daquilo que é a sua posição, do que fez e não fez, da sua inocência. A partir daí, tranquilo, sereno”, afirmou aos jornalistas o advogado de Nuno Mendes, Filipe Coelho.

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) deu provimento ao recurso da procuradora do Ministério Público (MP) Cândida Vilar, apresentado depois de o juiz de instrução criminal, Carlos Delca, ter aplicado ao arguido a medida de coação de apresentações diárias às autoridades e o pagamento de uma caução de 70.000 euros, em novembro de 2018.

Existem sérios perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação de inquérito, de fuga e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas", refere o despacho do TRL, a que a TVI teve acesso e que revoga a decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro.

A alteração da medida de coação prende-se com o facto de Mustafá estar acusado neste processo de tráfico de droga, ter antecedentes criminais e estar a ser julgado num outro processo, de assaltos violentos a casas, que envolve Paulo Pereira Cristóvão, ex-vice-presidente do Sporting e ex-inspetor da Polícia Judiciária, por crimes de associação criminosa, roubo ou sequestro.

No seguimento do ataque à Academia, as autoridades realizaram buscas na sede da Juve Leo, tendo, na altura, encontrado droga que Mustafá alegou não lhe pertencer. 

Porém, ao que a TVI conseguiu apurar, o MP tem uma testemunha que relacionou o líder da claque com a droga encontrada.

Sobe assim para 38 o número de arguidos em prisão preventiva no caso do ataque à academia de Alcochete.