A operação de busca e salvamento para encontrar os dois pescadores desaparecidos desde segunda-feira ao largo da ilha de São Jorge, nos Açores, está a ser dificultada pelas condições climatéricas, disse hoje o capitão do porto da Horta.

Segundo revelou à Lusa Rafael da Silva, desde as 16:00 locais (17:00 em Lisboa) que a visibilidade tem vindo a diminuir, devido à chuva que se faz sentir no arquipélago e que tem condicionado a tarefa dos vários meios aéreos e navais empregues nas buscas.

"Alargamos, ao longo do dia, as buscas até 12 milhas para leste da ponta do Topo, em São Jorge, até à ponta sul da ilha do Pico", explicou Rafael da Silva, lamentando, porém, que as más condições climatéricas das últimas horas estejam a condicionar as operações de busca e salvamento.

Os dois pescadores desaparecidos encontravam-se a bordo de uma embarcação de pesca da ilha Terceira, juntamente com um terceiro elemento, quando um incêndio na casa das máquinas obrigou-os a abandonar o barco, na noite de segunda-feira, ao largo da ilha de São Jorge, que se presume tenha naufragado.

Dos três náufragos, apenas um conseguiu nadar até à costa da ilha de São Jorge, alertando de imediato as autoridades, que iniciaram as operações de busca ao início da manhã de hoje, na tentativa de encontrar os dois homens que ainda se encontram desaparecidos.

Nas buscas, que vão prolongar-se até às 19:30 locais, estão empenhados uma aeronave da Força Aérea, um navio da Marinha Portuguesa, uma embarcação da Polícia Marítima da Horta, um barco da Estação Salva-vidas da Horta e um outro dos Bombeiros Voluntários da Calheta, além de várias embarcações de pesca das ilhas Terceira e de São Jorge, que "de forma autónoma e espontânea" estão a colaborar nas operações.

Se as buscas não forem bem sucedidas, as operações serão retomadas por volta das 07:30 de quarta-feira.