"Assumo o meu inconformismo, [e] se tiver de encontrar uma área em que, no futuro, todos temos de fazer mais, seja em Portugal ou no contexto europeu, é a área da conservação da natureza", disse o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e da Energia, na cerimónia que marcou o início das comemorações dos 30 anos da associação de defesa do ambiente Quercus, que se realizou em Lisboa.


Mas, explicou, a conservação da natureza "ainda está demasiado associada ao Orçamento do Estado", apesar de haver "vantagens para Portugal em ser encarado como um dos países com uma biodiversidade mais rica e com valores naturais mais vantajosos".








"Isso tem um valor económico e ainda não conseguimos colocar esse valor no preço final dos produtos e dos processos e no dia em que o conseguirmos fazer estaremos em condições de remunerar esses serviços e quem vive nessas áreas passa a ter mais vantagens do que inconvenientes", resumiu o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.


"Não concordo com tudo o que a Quercus disse, assim como a Quercus não concorda com tudo o que os governos vão fazendo ou com o que eu próprio vou fazendo, mas toda a denúncia, todas as críticas e propostas que a associação tem feito resultam de uma base científica e técnica muito sólida", realçou.