Autarquia responsabiliza Governo

A Câmara de Viana do Castelo responsabilizou o Ministério da Agricultura e do Mar pela evacuação numa escola do concelho devido à queda, no seu interior, de um ninho de vespa asiática, que causou ferimentos numa criança.

«Este incidente de hoje deveu-se exclusivamente à incapacidade do Ministério da Agricultura de resolver um problema que foi sinalizado há quase dois anos e para o qual o Ministério da Agricultura andou a assobiar para o ar», lê-se em comunicado autárquico enviado à agência Lusa.

No documento a câmara municipal liderada pelo socialista José Maria Costa garante que «já alertou o Ministério da Agricultura para serem tomadas medidas eficazes e urgentes para este grave problema que afeta a saúde públicas e a economia local».

"A autarquia lamenta que, durante os últimos dois anos, o Ministério da Agricultura não tenha tomado as devidas precauções e as iniciativas esperadas, mobilizando esforços no combate à praga, apesar das inúmeras insistências de várias entidades", sustentou o município na nota à imprensa.

A Lusa contatou o Ministério da Agricultura e do Mar no sentido de obter esclarecimentos, mas sem sucesso.

No documento, a Câmara adianta que a praga da vespa asiática, maior e mais agressiva do que a espécie autóctone nacional, “está identificada no Alto Minho desde 2012, tendo sido alvo de alertas para a necessidade de intervenção concertada entre os diversos atores, com especial incidência para o combate à praga".

Só no concelho de Viana do Castelo e, de acordo com números revelados pelo município, «já foram exterminados mais de quinhentos ninhos vespeiros num esforço dos serviços de proteção civil e bombeiros municipais».

«Há a lamentar que o Ministério da Agricultura continue a manifestar total incapacidade e um certo alheamento a esta situação grave que pode por em causa a saúde pública mas também a atividade apiária e agrícola da região norte».

Segundo a autarquia «até à data, tem sido inúmeros os casos de aparecimento da vespa asiática na região norte com elevados prejuízos para a agricultura e, em breve, para a polinização porque grande parte das abelhas foram exterminadas».