Jorge Bacelar Gouveia foi constituído arguido por suspeitas de corrupção. É um caso que se prende com a suposta venda de doutoramentos a alunos oriundos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). A TVI sabe que a casa onde vive Bacelar Gouveia e as instalações da Universidade Nova de Lisboa, onde dá aulas de Direito, foram alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária.

É suspeito de atribuir cursos de doutoramento em troca de diamantes a alunos de países africanos de língua oficial portuguesa. Jorge Bacelar Gouveia, constitucionalista e professor de Direito, foi constituído arguido há poucas semanas.

Contatada pela TVI a universidade confirma as diligências dos inspetores. A instituição diz ainda que nos últimos dois anos sinalizou algumas situações que levantaram dúvidas sobre a conduta do professor Jorge Bacelar Gouveia.

A Direção da NOVA School of Law sinalizou, nos últimos dois anos, algumas situações que levantaram dúvidas sobre a conduta do Professor Jorge Bacelar Gouveia. Em duas ocasiões, chegou, inclusivamente, a avançar com participações disciplinares por violação dos deveres de informação, de zelo, de lealdade e de correção. Contudo, jamais foi considerada a possibilidade de o Professor Jorge Bacelar Gouveia ter praticado atos suspeitos de constituir crime”, disse a universidade, em resposta à TVI.

Por isso, a Nova School of Law vê com surpresa e consternação as suspeitas. No entanto fez uma nova participação à universidade relativa ao professor.

O inquérito a Jorge Bacelar Gouveia terá sido aberto quando, no âmbito do processo “Tutti Frutti”, a polícia intercetou conversas entre o constitucionalista e o antigo deputado do PSD Sérgio Azevedo, seu aluno na Universidade Nova.

Jorge Bacelar Gouveia era candidato a um cargo de juiz conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça. A candidatura foi barrada por decisão do Conselho Superior da Magistratura.

A tvi contatou o agora arguido que ainda não respondeu.