A adopção de Vera, Luis e Fábio terá sido um negócio de milhões de dólares.

Uma antiga empregada de Alice Andrade, a secretária pessoal do bispo Edir Macedo, garante que as crianças sofreram maus-tratos e que ela assinou um acordo milionário com a IURD para aceitar as crianças de volta e as adotar. "Pilar", a antiga empregada, afirma que a testa de ferro nesta adoção terá recebido 3 milhões de dólares para adotar cada um dos irmãos.

A TVI já tinha denunciado que os irmãos foram adotados pela portuguesa Maria Alice, secretária pessoal do Bispo Edir Macedo, fundador da IURD, num esquema ilegal que visava a separação e distribuição das crianças, no estrangeiro, a bispos da igreja que não podiam ter filhos.

As crianças saíram de Portugal com a portuguesa no avião particular da IURD que fez escala no Brasil para deixar Fábio com o Bispo Romualdo e seguiu para entregar Vera e Luis à filha do bispo Edir Macedo, nos Estado Unidos.

Depois de 3 anos, as crianças foram rejeitadas por Viviane e pelo seu marido, o Bispo Júlio Freitas. Fonte oficial da IURD já afirmou publicamente que, na altura, não terá havido uma “adaptação positiva” dos irmãos com a família Macedo.

Nessa altura, o Bispo Edir e a tal secretária, entraram em rota de colisão. “Pilar”, a empregada, garante ter sido procurada por gente da IURD que lhe pagava milhões se ela raptasse as crianças ou denunciasse os maus-tratos.

Alice acabaria por assinar um acordo secreto com a IURD. A antiga empregada afirma que Alice Andrade recebeu milhões de dólares para aceitar as crianças de volta e os adotar.

Recentemente, Luis Andrade tornou público que viveu 14 anos de pesadelo em casa de Alice Andrade e que esta só o adotou por dinheiro.

Essa mesma versão é confirmada por Márcia Panceira, mulher do Bispo Romualdo, que numa carta denunciou o caso ao tribunal de menores em 2003, afirmando que Alice estava a viver à custa destas crianças.

Fonte oficial da IURD em Portugal confirma um acordo confidencial com Alice por questões laborais quando ela deixou de trabalhar para a Igreja e que terá envolvido dinheiro, mas como o acordo é sigiloso, não revela o conteúdo.