O Parlamento aprovou esta sexta-feira um diploma socialista para a distribuição de frutas e legumes nas escolas e outro que limita o teor de sal no pão, projecto que recebeu o voto contra de cinco deputados do CDS.

Os dois diplomas mereceram a unanimidade das restantes bancadas, mas o projecto de resolução que visa limitar o sal no pão recebeu o voto contra de cinco de deputados da bancada do CDS-PP, entre os quais o vice-presidente do grupo parlamentar, Pedro Mota Soares, que pediu a liberdade de voto da bancada nesta matéria.

Em declarações à Lusa, Mota Soares disse ser favorável a que a rotulagem «contenha toda a informação» mas contra a possibilidade de «o gosto das pessoas poder ser regulamentado por lei».

«O tabaco faz mal e não é proibido, as gorduras fazem mal e não são proibidas», frisou.

António Carlos Monteiro, Hélder Amaral, Nuno Melo e Telmo Correia foram os outros deputados que votaram contra. O líder do CDS-PP, Paulo Portas, não participou na votação.

O projecto de lei aprovado estabelece que «o teor máximo permitido para o conteúdo de sal no pão, após confeccionado», seja de 1,4 gramas por 100 gramas de pão (ou seja, 14 gramas de sal por quilo de pão).

O diploma prevê ainda que a informação nos rótulos dos alimentos pré-embalados para consumo humano deve ser bem visível, de fácil leitura, «objectiva, simples, que inclua dados sobre a quantidade relativa e absoluta de sal na embalagem».

O outro diploma, um projecto de resolução apresentado pelo PS, recomenda ao Governo a distribuição gratuita de frutas e legumes nas escolas, com vista à prevenção e combate à obesidade infantil.