O advogado dos proprietários das casas do complexo turístico Zmar diz que foi impedido de entrar no espaço pelas autoridades.

O bastonário da Ordem dos Advogados, que esta segunda-feira visitou as instalações, diz que a situação só ficou resolvida depois de ter pedido pessoalmente a intervenção do Presidente da República.

O espaço Zmar foi requisitado pelo Governo para alojar as pessoas consideradas contactos de alto risco de transmissão de covid-19, numa altura em que o concelho de Odemira vive dias difíceis, tendo duas freguesias (São Teotónio e Longueira/Almograve) em cerca sanitária.

Apesar de o episódio ter ficado sanado, o advogado diz que estão a ser colocados em causa direitos fundamentais.

Sobre este caso, a TVI contactou o Ministério da Administração Interna, que se escusou a comentar.

Odemira é um concelho que vive uma situação à parte do resto do país. As freguesias de São Teotónio e Longueira/Almograve voltam à primeira fase do desconfinamento, com cerca sanitária. As restantes avançam.

Isto significa que, nestas duas freguesias, têm de encerrar, a partir de sábado, esplanadas, lojas até 200 m2 com porta para a rua, ginásios, museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares. São proibidas as feiras e mercados não alimentares e as modalidades desportivas de baixo risco.

Só pode funcionar o comércio ao postigo, o comércio automóvel e mediação imobiliário, os salões de cabeleireiros, manicures e similares, após marcação prévia, os estabelecimentos de comércio de livros e suportes musicais, os parques, jardins, espaços verdes e espaços de lazer, e as bibliotecas e arquivos.
 

Henrique Machado