O número de casos de cancro e de mortes resultantes da doença vai duplicar nas próximas duas décadas, concluíram investigadores da Organização Mundial de Saúde (OMS), que esta quarta-feira deram o alerta, escreve a Lusa.

Na década de 2030 vão registar-se cerca de 21,4 milhões de novos casos de cancro por ano e registar-se-ão 13,2 milhões de mortes, por comparação com os 12,7 milhões de novos casos e 7,6 milhões de vítimas mortais de 2008, revela a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, que integra a OMS.

As estimativas - que integram um recurso que a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro disponibiliza a partir de hoje no endereço http://globocan.iarc.fr - têm por base o crescimento e o envelhecimento populacionais esperados para as próximas décadas e partem do princípio de que a incidência da doença se manterá constante.

Os investigadores concluíram que a incidência do cancro e as mortes daí resultantes são maiores nos países desenvolvidos, cabendo à Europa cerca de metade dos casos, seguindo-se a América do Sul e a Ásia.

Os cancros do pulmão, da mama e colorrectal são os mais regularmente diagnosticados, devendo-se o maior número de mortes aos cancros do pulmão, do estômago e do fígado.

O cancro do colo do útero e o do fígado são mais comuns nos países pobres, ao passo que o cancro da próstata e o cancro colorrectal afectam sobretudo as nações mais desenvolvidas.

Para Christopher Wild, diretor da agência, os dados atualmente disponíveis podem ser úteis no estabelecer de prioridades para o controlo do cancro nas diferentes regiões do planeta.