A GNR deteve 87 caçadores em flagrante delito, por várias ilegalidades, anunciou a Guarda, nesta sexta-feira, no balanço da Operação Artémis.

Durante a operação, que decorreu entre agosto e fevereiro, a nível nacional, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), foram "detetados 100 crimes" e "registadas 248 contraordenações".

Entre os crimes, a GNR destacou "45 por exercício de caça em terrenos não cinegéticos/nos terrenos de caça condicionados sem consentimento de quem direito/nas áreas de não caça e nas zonas de caça as quais não se tenha legalmente acesso; 37 por exercício da caça de espécies não cinegéticas/caçar espécies cinegéticas que não constem na lista de espécies que podem ser objeto de caça ou fora dos respetivos períodos de caça, das jornadas de caça e em dias em que a caça não seja proibida ou por processos ou meios não autorizados ou indevidamente utilizados e ultrapassar as limitações e quantitativos de captura estabelecido; e 5 por exercício da caça sem estar habilitado com carta de caçador".

Relativamente às contraordenações, 59 ocorreram por, durante o exercício da caça, "o caçador não ser portador de documentação obrigatória: carta de caçador/licença de caça/licença dos cães que o acompanhem/licença de uso e porte de arma e o livrete de manifesto/seguro de caça válido/bilhete de identidade ou passaporte; 33 por infrações praticadas pelas entidades gestoras das zonas de caça: falta de sinalização das zonas de caça ou em mau estado/incumprimento das normas reguladoras do exercício da caça; 13 por falta de registo de cães; e 13 por falta de identificação eletrónica (chip) em cães".

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