Quatro arguidos da "Operação Entre-Grade" ficaram esta quarta-feira em prisão preventiva.

Dois dos arguidos que ficaram em preventiva são guardas prisionais que assumiam cargos de chefia, um deles conhecido como chefe Borges, o outro como chefe Zé Manuel.

O guarda Delfim Dispenza e um ex-recluso também ficaram em prisão preventiva.

Outros dois arguidos, os guardas Rogério Machado e Cid Grazina, ficaram em liberdade, com termo de identidade e residência e proibição de contacto com os outros arguidos. O guarda Rogério Machado foi ainda suspenso de funções. 

Os seis detidos, cinco guardas e um ex-recluso, começaram a ser ouvidos no Tribunal Criminal de Marco de Canavezes, esta quarta-feira, pouco depois das 14:00.

O caso foi dividido em três processos, cada um com dois arguidos. Há dois juízes de instrução criminal: um com dois processos, um com o terceiro processo.

Na operação "Entre-Grade", da Polícia Judiciária, foram inicialmente detidas nove pessoas, entre os quais cinco guardas prisionais, dois deles com funções de chefia, e um ex-recluso. Entretanto, as outras três pessoas que tinham sido detidas ficaram em liberdade.

A megaoperação visou o combate ao tráfico de estupefacientes no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. No âmbito da "Operação Entre-Grade" foram efetuadas 52 buscas em estabelecimentos prisionais, domicílios e espaços comerciais.

A TVI sabe que um dos chefes terá cobrado 200 euros para que alguns reclusos trocassem de celas e assim tivessem acesso mais facilitado à Internet e ao exterior.

O guarda Rogério Machado já cumpriu pena por ofensas à integridade física qualificadas. Ao que a TVI conseguiu apurar, o guarda terá estado detido em prisão preventiva depois de ter agredido o ex-marido da companheira, com quem a mulher tem um filho.

Outro dos guardas detidos também é repetente nas detenções. Está de baixa há dois anos e foi detido pela GNR de Penafiel após ter sido apanhado com droga e uma balança.