São as estatísticas negras da época de Natal. Com muitos portugueses nas estradas, as probabilidades de acidentes aumentam e só ontem, véspera de Natal, registaram-se 194 acidentes na estrada, que resultaram em dois mortos e seis feridos graves. Eleva-se, assim, para 14 o número de vítimas mortais desde o início da operação "Natal Tranquilo" da GNR, que começou na sexta-feira passada.

Na segunda-feira, segundo os dados provisórios da GNR, os acidentes rodoviários mortais tiveram lugar nos concelhos de Santarém e Portalegre. 

Com os acidentes do dia 24 de dezembro, já se somam mais de 1.000 (1.024, mais precisamente) desastres nas estradas portuguesas nesta época natalícia. 

A Operação "Natal Tranquilo” decorre até amanhã, quarta-feira, e prevê o reforço do patrulhamento e da fiscalização nas vias com maior tráfego nesta altura do ano no país.

A operação conta com a participação de mais de 1.400 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

Muita atenção

A GNR vai estar atenta:

  • manobras perigosas
  • à correta sinalização e execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem
  • à utilização indevida do telemóvel
  • ao excesso de velocidade
  • à não circulação na via mais à direita em autoestradas e itinerários principais e complementares
  • à incorreta ou a não utilização do cinto de segurança e/ou dos sistemas de retenção para crianças

Conselhos

A GNR aconselha também os condutores a fazerem um planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do final do dia, quando se prevê maior intensidade de tráfego, a descansarem antes de efetuar a viagem e a, pelo menos de duas em duas horas, ou sempre que necessário, pararem e descansarem.

É também recomendado aos condutores que adequem a velocidade às condições climatéricas, ao estado da via e volume de tráfego, que mantenham a calma em situações de elevada intensidade de tráfego e que evitem manobras que possam resultar em embaraço para o trânsito ou contribuir para a ocorrência de acidentes.

Por fim, a GNR pede anda a adoção de uma condução atenta e defensiva.