Os interrogatórios dos arguidos detidos na quarta-feira, na Madeira, no âmbito da investigação de fraude no reembolso do subsídio social de mobilidade, foram esta quinta-feira interrompidos e recomeçam na sexta-feira, informou o juiz presidente da Comarca da Madeira.

Sexta-feira, a Polícia Judiciária anunciou a detenção de dois responsáveis de uma agência de viagens do Funchal, suspeitos de falsificação e faturação fictícia para receberem reembolsos do referido apoio nas viagens aéreas, lesando o Estado num valor apurado, neste momento, na ordem das “centenas de milhares de euros”.

No comunicado, a PJ salienta que o montante apurado é ainda provisório, considerando que “na sequência da prova recolhida" o valor "irá aumentar substancialmente”.

Os dois homens têm 46 e 28 anos, foram detidos no âmbito de uma operação denominada ‘Pégaso’ que envolveu o Departamento de Investigação Criminal do Funchal e outras unidades da PJ.

Além dos dois detidos, foram constituídas arguidas outras três pessoas.

De acordo com a informação disponibilizada, os homens são suspeitos de, “através da falsificação de documentos e faturação fictícia, terem conseguido receber indevidamente reembolsos de viagens, ao abrigo do subsídio social de mobilidade em vigor na Região Autónoma da Madeira”.

A investigação envolve a prática de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Os detidos estiveram hoje à tarde no tribunal de Instrução Criminal, no Palácio da Justiça, no Funchal, para um primeiro interrogatório.

A informação divulgada às 16:39 pelo juiz presidente da Comarca da Madeira indica que “os interrogatórios foram interrompidos, recomeçando amanhã [sexta-feira]”, sem adiantar mais pormenores.

/ SL