Mais de 200 enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária e saúde pública manifestaram-se disponíveis para integrar unidades de saúde pública, por causa da covid-19, anunciou esta segunda-feira a Ordem dos Enfermeiros, acrescentando que a lista foi enviada à tutela.

A lista, com os nomes e contactos dos enfermeiros, resultou de um questionário feito na semana passada pela Ordem "com o objetivo de conhecer as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros especialistas", refere a entidade em comunicado, adiantando que a lista "já foi remetida ao Ministério da Saúde".

Um outro inquérito promovido pela Ordem dos Enfermeiros (OE), também em outubro, concluiu que há pelo menos 412 enfermeiros desempregados "com disponibilidade imediata", dos quais 300 "nunca foram contactados", assinala o comunicado.

A OE lembra que se "opôs frontalmente à decisão de colocar alunos do curso de licenciatura em Enfermagem nas unidades de saúde pública a realizarem inquéritos epidemiológicos", considerando que tal "não se justifica nesta fase, quando ainda há centenas de enfermeiros disponíveis para integrar as unidades de saúde pública".

Em meados de outubro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que estudantes finalistas de Enfermagem iriam receber formação para ajudarem as equipas de saúde pública a realizarem os inquéritos epidemiológicos da covid-19.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, os alunos teriam o acompanhamento dos seus professores, fariam estágio nas unidades de saúde pública e receberiam treino para ajudarem as equipas na realização dos inquéritos, detetando contactos "o mais rapidamente possível" e fazendo a sua posterior monitorização.

Segundo a Ordem, os alunos de Enfermagem "estão a apresentar-se sozinhos, sem professor, não dispõem de posto de trabalho, computador ou telemóvel, tendo-lhes sido sugerido que utilizassem material próprio".

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