O surto de sarna está confinado ao serviço de ortopedia A do Hospital de Viseu e está descartado o risco da infeção se ter estendido a outras secções do hospital, apurou a TVI24 no local.

No total, são 54 enfermeiros, 22 auxiliares e 22 doentes que estão a ser tratados depois de terem estado em contacto com um doente com sarna no Hospital de Viseu.

Mas não há profissionais com diagnóstico de sarna no contexto de enfermaria”, garantiu o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Viseu, Cílio Correia, aos jornalista.

Enquanto estas pessoas estão a ser sujeitas a um tratamento profilático, os profissionais que apresentaram sintomas foram enviados para casa, durante quatro dias, para fazer o tratamento sem entrar em contacto com outros doentes.

Na ortopedia A não há admissões e não há rotatividade de enfermeiros e auxiliares. Os profissionais que estão a ser tratados são aqueles que estão naquela secção e não vão para outro serviço deste hospital. Também aos doentes não é permitido que saiam para qualquer tratamento a não ser que seja urgente.

“A circunstância de haver enfermeiros que circulam pelas enfermarias pode ter sido o que fez alastrar e levou-nos a adotar essas medidas”, referiu Cílio Correia, acrescentando que “só se considera a situação debelada a partir do não aparecimento de novos casos”.

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Viseu, Cílio Correia, revelou ainda que não há novos casos identificados, mas o período de incubação dos sintomas pode levar até três semanas. que nas próximas três semanas podem dar entrada novos casos de sarna e avança só na próxima semana decidirá se será ou não levantado o isolamento na Ortopedia.

Três doentes diagnosticados

Cílio Correia esclareceu ainda que foram diagnosticados três doentes com sarna no hospital de Viseu, o que levou a que fosse feito tratamento de profilaxia a perto de uma centena de pessoas. Um dos doentes a quem foi diagnosticada sarna - o que esteve no quarto com o primeiro doente - já teve alta.

O primeiro, que foi o vetor, foi diagnosticado a 19 de maio, tendo surgido posteriormente um outro doente que estava confinado ao quarto onde estava o primeiro doente. E agora surgiu um terceiro doente que estava na enfermaria da ortopedia A, no serviço de Medicina Física e Reabilitação, dado que é um internamento comum”, explicou aos jornalistas.

Segundo o presidente, foi chamada a comissão de controle de infeção e “feita a profilaxia no conjunto dos profissionais identificados que tiveram contacto e exposição não controlada com estes doentes”.

Cílio Correia contou que comunicou a situação ao delegado regional de saúde pública, até porque o primeiro doente a ser diagnosticado, que ainda está internado no hospital, “teria o apoio de um centro de dia ou de um lar”.

Na sua opinião, foram adotados os procedimentos corretos e na altura adequada, “designadamente a tentativa de isolamento e confinamento” ao contexto do hospital.