A Convenção Nacional da Saúde (CNS), que agrega mais de 150 entidades dos setores público, privado e social, defendeu esta sexta-feira a urgência de vacinar, testar e recuperar a atividade assistencial, no âmbito da pandemia de covid-19.

A CNS considera, em comunicado, que a crise sanitária decorrente da pandemia “só pode ser ultrapassada com a rápida quebra das cadeias de contágio”, pelo que “a vacinação dos cidadãos, a começar pelos profissionais de saúde, de acordo com as prioridades estabelecidas e a articulação entre as instituições do sistema de saúde, são aspetos essenciais”.

Por outro lado, esta entidade saúda “a vontade de alargar a utilização dos testes”.

Defendemos que para uma testagem massiva em ambientes profissionais se deve recorrer aos testes de antigénio. É o único caminho que garante que os assintomáticos com capacidade para transmitir o vírus são detetados, possibilitando quebrar a continuidade dos contágios”, observa.

A Convenção Nacional da Saúde destaca ainda a importância de ser recuperada a atividade de prestação de cuidados de saúde, atendendo a que “a terceira onda da pandemia obrigou a nova interrupção de uma série de cuidados de saúde.

Para a CNS, é necessário “um plano extraordinário de recuperação da atividade assistencial, com cabal aproveitamento de todos os recursos existentes”.

No comunicado, esta entidade reconhece que “a terceira vaga de covid-19 tem um impacto dramático em Portugal”, com o momento a exigir “uma mudança de atuação para conter a infeção e para corrigir os terríveis efeitos provocados nas instituições de saúde e, em virtude disto, no acesso dos cidadãos a todos os cuidados médicos”.

Ainda esta semana, o Governo reconheceu terem ficado por realizar no Serviço Nacional de Saúde mais de 125 mil cirurgias, cerca de 12 milhões de consultas presenciais e a existência de muitos milhares de cidadãos que aguardam tratamento urgente, como os mais de cinco mil casos oncológicos já identificados”, assinala.

Segundo a Convenção, “apesar dos anúncios oficiais desde julho do ano passado, até ao momento, ainda não foi constituída a ‘task force’ para a recuperação da atividade assistencial”.

O comunicado realça também que o “entendimento do aproveitamento total de recursos e da articulação plena entre os setores público, privado, social e cooperativo que trabalham na área da Saúde está em linha com o que a Convenção Nacional da Saúde tem defendido”, para que o país possa ter “um sistema de saúde mais inclusivo, eficiente e sustentável”.

Garantindo que “os agentes da saúde continuam fortemente motivados e mobilizados para este esforço conjunto de combate nacional contra a covid-19”, a Convenção salienta, contudo, que “os cidadãos, a começar pelas associações de doentes, reclamam que o acesso a cuidados de saúde de qualidade e em tempo seja uma prioridade que tem de ir muito além das táticas políticas”.

/ MJC