A Síndrome Inflamatória Multissistémica, que afeta crianças infetadas, disparou em Portugal nos primeiros meses do ano, após o pico de casos de covid-19 registado em janeiro.

A doença pode atingir todos os órgãos do corpo, especialmente, o coração.

O sintoma mais comum é o surgimento de febre alta e persistente, que pode ser acompanhada de manchas nas extremidades do corpo, dores abdominais, vómitos, diarreia, dores no pescoço e uma vermelhidão intensa na região ocular.

A febre é o sintoma principal. Uma febre alta que dura alguns dias. Podem aparecer algumas manchas no corpo, sobretudo, nas extremidades como mãos e pés. Normalmente, há queixas abdominais como dores e vómitos. Pode haver diarreia. Dores no pescoço e também os olhos muito vermelhos”, explicou à TVI Francisco Abecasis, pediatra no Hospital de Santa Maria.

Em casos severos, a Síndrome Inflamatória Multissistémica pode "atingir o sistema cardiovascular, o que provocará um cansaço súbito acompanhado por falta de forças e energia" nos pacientes.

Quase sempre as crianças afetadas necessitam de ser internadas em unidades de cuidados intensivos.

O caso mais grave em Portugal foi de um jovem de 17 anos, que esteve internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O mais grave de todos foi quando o coração de facto falhou e teve de ser colocado numa técnica de assistência extracorporal, que é o ECMO, que substituiu, transitoriamente durante uma semana, o coração. Felizmente, correu bastante bem e ao fim de uma semana o coração começou a recuperar. Teve alta e está em casa”, contou Francisco Abecasis.

No entanto, a maioria das crianças e jovens portugueses têm sido capazes de recuperar da doença sem mazelas.