A autoridade de saúde da Madeira vai seguir as recomendações da Direção-Geral de Saúde e a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 só será administrada na região “a pessoas com mais de 60 anos”, foi esta quinta-feira anunciado.

A Direção Regional de Saúde informa que a vacinação contra a covid-19 na Região Autónoma da Madeira irá implementar as recomendações emanadas, no dia de hoje, pela Direção-Geral de Saúde, ‘task-force’ da vacinação contra a covid-19 e Autoridade Nacional do Medicamento [INFARMED]”, lê-se numa nota da Direção Regional de Saúde (DRS).

Assim, é referido, a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 “só será administrada na Madeira a pessoas com mais de 60 anos”.

Ainda segundo a DRS, “quem estiver abaixo desta faixa etária será inoculado com fármaco de outro fabricante”.

Na nota, a autoridade de saúde da Madeira refere ainda que a alteração agora introduzida “não terá impacto no programa de vacinação contra a covid-19 agendado para os próximos dias”.

Desta forma, é acrescentado, na sexta-feira prossegue a “campanha de vacinação nos centros concelhios de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Funchal, tal como programado”.

“A vacina AstraZeneca é segura e eficaz”, indica a DRS, salientando que “a vacinação é a arma mais importante para a proteção contra a covid-19”.

“A Direção Regional da Saúde mantém-se em contacto com as demais entidades de saúde nacionais e internacionais”, lê-se ainda na nota, recordando-se que foi disponibilizada uma linha de apoio gratuita para a população dedicada à vacinação (800 210 263).

As autoridades de saúde portuguesas recomendaram hoje a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade, seguindo a decisão de mais de uma dezena de países, que introduziram também restrições etárias.

Em conferência de imprensa realizada no Infarmed, em Lisboa, que contou também com a presença do coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, e do presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Rui Ivo, o anúncio da medida esteve a cargo da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Na segunda-feira, o secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, afirmou que a Madeira tem conseguido ter vacinas “sempre disponíveis” e referiu que no primeiro trimestre a região recebeu 49 mil vacinas da Pfizer e da AstraZeneca e em abril vai ter cerca de 59 mil.

Depois, entre maio e junho, vamos receber vacinas da Pfizer, da Astrazeneca e também da Johnson&Johnson e isso vai dar um número muito superior às 200 mil vacinas na região”, adiantou o governante madeirense.

Por isso, depois de vacinar todos os elementos da comunidade das escolas, as autoridades de saúde da Madeira vão começar a administrar as vacinas a pessoas de “outros serviços críticos”, nomeadamente “a nível do turismo e similares, porque a hotelaria vai permitir continuar a recuperar a nossa economia”, acrescentou.

O Plano Regional de Vacinação contra a covid-19 estabelece três fases, a começar pelos grupos prioritários, ao que se seguem as pessoas com comorbilidades e, depois, o resto da população.

A estimativa aponta para que sejam vacinadas 50 mil pessoas na primeira fase, outras 50 mil na segunda fase e, por fim, 100 mil pessoas, tendo sido estabelecida a meta de atingir 70% da população (cerca de 260 mil habitantes) da região até o final de setembro.

A Madeira registou hoje 24 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, todos de transmissão local, e 29 pessoas recuperaram da covid-19, não existindo doentes internados em cuidados intensivos, divulgou a DRS.

A região passa a contabilizar, desde 16 de março de 2020, um acumulado de 8.535 casos confirmados de covid-19, 8.127 recuperados e um total de 71 óbitos associados à doença.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

. / JGR