A nova variante de covid-19, que já circula na Madeira, oriunda do Reino Unido, também já circula em Portugal Continental. Há 16 novos casos além dos 18 registados no arquipélago. A notícia foi avançada pela RTP e confirmada pela TVI24.

A informação consta de uma carta do Instituto Ricardo Jorge que já foi enviada ao Governo, depois de terem sido detetados 18 casos na Madeira.

A nova variante, mais contagiosa, foi sinalizada no âmbito da atualização do “Estudo da diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 (covid-19) em Portugal", desenvolvido e coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, em colaboração com o Instituto Gulbenkian de Ciência.

O trabalho já permitiu analisar 2.290 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 65 laboratórios, hospitais e instituições de 199 concelhos.

Nesta nova atualização, foram inseridas mais 22 sequências com o objetivo de pesquisar a presença da estirpe recentemente identificada no Reino Unido, indica o Instituto Ricardo Jorge, em comunicado.

Entre as novas sequências agora analisadas, provenientes de 13 amostras colhidas no aeroporto de Lisboa e nove amostras colhidas noutros locais, o Instituto destaca a deteção de 16 sequências da nova variante.”

De acordo com os especialistas, a nova estirpe da covid-19 é 70% mais contagiosa.

No passado dia 27, as autoridades de saúde confirmaram a presença da nova estirpe do vírus do Reino Unido na Madeira.

De acordo com um comunicado a que a TVI teve acesso na altura, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge afirmava que a nova variante tinha sido detetada em viajantes que chegaram à Madeira provenientes do Reino Unido.

Esta identificação só foi possível graças ao trabalho desenvolvido pelo Centro de Rastreio do Aeroporto Internacional da Madeira o qual permite rastrear, identificar e encaminhar para isolamento casos positivos, quando detetados", sublinhou o comunicado.

O comunicado referia ainda que a região iria continuar a vigiar a chegada dos passageiros, cumprindo as orientações da Direção-Geral da Saúde, "diminuindo assim o risco de contágio pelo novo coronavírus na região".

A nova variante foi detetada pela primeira vez em dezembro no Reino Unido, um dos países europeus mais atingidos pela covid-19, com 75.024 mortes.

Esta estirpe já é responsável por 62% das novas infeções só na capital britânica, em Londres.

A rápida propagação do coronavírus, atribuída à nova variante, levou hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a avisar hoje que poderão ser decretadas restrições mais rigorosas.

Lara Ferin / com Lusa - notícia atualizada às 17:14