Durante a reunião do Infarmed, a acontecer na manhã desta terça-feira em Lisboa, Henrique de Barros, investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, faz o ponto de situação do efeito da vacinação nos internamentos e na mortalidade.

O importante hoje é pensar como é que uma política de vacinação vai ajudar a atingir o que todos esperamos, que é conseguir modificar o modo de vida que a epidemia nos obrigou a adotar, de forma a abandonar as medidas restritivas", afirmou o especialista da Universidade do Porto.

Henrique de Barros anuncia que "se pressupõe que 70% da população estará vacinada no final de setembro" e traça dois cenários diferentes no momento de "prever" a velocidade a que a vacinação ocorrerá. 

Os pressupostos usados para "pensar o efeito da vacinação" estão assentes no modelo SEIR, que tem em consideração os internamentos, o número de doentes em unidades de cuidados intensivos, o número de mortes e a vacinação. 

Segundo o investigador, há duas hipóteses de "eficácia vacinal", 90% ou 70%. 

No primeiro cenário, 2 milhões de pessoas estarão vacinadas até ao final de abril, mais 5 milhões entre maio e setembro.

No segundo cenário, “uma alternativa que podemos não consegui-la”, quatro milhões de pessoas seriam vacinadas até ao final de abril, sendo que entre maio e agosto, seriam vacinados mais três milhões de indivíduos.  

No cenário em que a "eficácia vacinal" atinge os 90% com o ritmo de vacinação à velocidade prevista, Henrique de Barros afirma que "salvamos cerca de 3.500 vidas até ao final de setembro".

Poderemos imaginar sair da situação atual por volta do Verão”, continuou o especialista.

Diogo Assunção