O jornalista da TVI Joaquim Sousa Martins esteve esta segunda-feira no programa “Segunda Vaga”, onde revelou tudo sobre a sua experiência com a covid-19.

Quatro semanas depois de ter contraído o vírus, Sousa Martins recorda que, inicialmente, os sintomas lhe passaram despercebidos.

“Acordei com a cabeça pesada e com o nariz entupido. Eu tenho sinusite, portanto, ao primeiro dia, não dei grande importância a esse facto”, revelou o jornalista.

No entanto, um dia depois, os sintomas agravaram-se e o jornalista começou a suspeitar que estivesse infetado.

“Cheguei a casa e caí de cansaço no sofá. Esse é um sintoma que a sinusite não traz”, reparou. “No dia seguinte resolvemos fazer o teste. Temos crianças em casa, pessoas mais velhas na nossa vida e temos os nossos colegas e amigos de trabalho.”

Sousa Martins confessa que os primeiros dias depois do resultado positivo “foram fáceis, apesar do cansaço” que sentia fruto da doença. Os próximos dias não seriam tão fáceis.

“Não é o fim do mundo, mas é algo de complicado. Eu nunca na vida me senti tão doente”, frisou. “Quando tenho de explicar a alguém o que senti digo que é como juntar uma gripe a uma intoxicação alimentar.”

Sousa Martins contou ainda que, ao contrário da sua mulher, que inicialmente tinha testado negativo, não teve problemas respiratórios e conseguiu criar em casa um sistema que lhe permitiu estar isolado sem entrar em contacto com os filhos.

“Quem tem medo de andar de avião e faz uma viagem de 12 horas, fica 12 horas em sofrimento porque acha que o avião vai cair”, explicou. “Tu estás quinze dias sempre a pensar que o teu avião pode cair.”