A variante inglesa da covid-19 representa já 50% dos casos na Área Metropolitana de Lisboa, revelou a ministra da Saúde, Marta Temido, esta tarde, na Assembleia da República, citando um relatório da Direção-Geral de Saúde sobre a atual situação pandémica.

De acordo com esse documento, a variante identificada no Reino Unido representa também, em termos globais, "cerca de 32,2%" das infeções em Portugal.

O relatório sublinha ainda que a proporção da variante inglesa  "tenderá a aumentar em virtude da vantagem seletiva da maior transmissão" e que, a confirmar-se o aumento da letalidade associado a esta variante é também de esperar "um aumento da letalidade em Portugal nas próximas semanas".

As conclusões da DGS baseiam-se nos dados do laboratório Unilabs, que "permitem monitorizar em uma amostra de indivíduos dispersos em Portugal os resultados positivos aos testes SARS-CoV-2 com não amplificação do gene S (o que sugere tratar-se da variante B.1.1.7)". No entanto, a DGS alerta que existem limitações inerentes ao facto de dados serem provenientes de apenas um laboratório e, por isso, poderem não ser representativos.

O documento menciona também o caso identificado em Portugal da nova variante detetada na África do Sul, um homem de 36 anos, natural de África do Sul, residente em Lisboa. A data de diagnóstico de covid-19 foi no passado dia 7 de janeiro e o caso está dado como recuperado desde o dia 17.

Esta infeção deu origem “a um caso secundário, coabitante, igualmente vigiado e sem outros casos secundários conhecidos, refere a DGS. “A vigilância epidemiológica e laboratorial de casos importados da África do Sul será mantida, não existindo à data evidência de transmissão comunitária desta variante em Portugal”, salienta.

Maria João Caetano