Os especialistas defenderam, nesta sexta-feira, na reunião que decorreu no Infarmed, em Lisboa, a reposição de algumas medidas de combate à pandemia de covid-19 e que estão em linha com o que defenderam nos últimos meses.

A última especialista a falar no balanço da situação epidemiológica em Portugal foi Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que avançou várias propostas de medidas, entre as quais o reforço da vacinação e da testagem, bem como o regresso do teletrabalho e do desfasamento de horários.

“O que nós propomos é que a estratégia adaptada à circunstância atual continue a assentar em cinco eixos fundamentais: a vacinação, a renovação do ar interior, a distância, a máscara e a testagem”, afirmou.

A especialista em saúde pública salientou, ainda, que o conjunto de medidas proposto “deve ser aplicado a par de um processo célere de reforço com a terceira dose da vacinação”.

Principais medidas a serem aplicadas:

- Ventilação e climatização dos espaços interiores;

- Certificado digital de vacinação com teste recente (máximo de 48 horas) nos espaços públicos;

- Autoavaliação de risco individual e organizacional e a respetiva adoção das medidas das proteção individual;

- Promoção de atividades em exterior ou por via remota sempre que possível;

- Teletrabalho sempre que possível e desfasamento de horários;

- Cumprimento do distanciamento físico com definição do número máximo de pessoas por m2;

- Utilização obrigatória de máscara em ambientes fechados e eventos públicos;

- Evitar todas as situações não controladas de aglomerados de população;

Raquel Duarte lembrou, ainda, a importância de acelerar o processo massivo da vacinação, melhorar a adesão, assim como a testagem, que deverá ser promovida e gratuita, lembrando que os vacinados também adoecem e que é fundamental "aumentar a cultura do autoteste".

O balanço da situação epidemiológica foi feito quando Portugal se encontra atualmente na quinta fase da pandemia, com 203 casos por 100 mil habitantes.