Novos dados das autoridades de saúde parecem apontar que, a maioria dos casos de covid-19, teve uma fonte de contágio desconhecida. O título de "maior foco de contágios" parece já não estar nos ambientes familiares.

Na edição, desta quinta-feira, do "Segunda Vaga" analisámos estas novas informações, bem como os sintomas da doença provocada pelo novo coronavírus. Respondemos ainda à questão: será possível diferenciar a covid-19 de uma gripe apenas pelos sintomas?

Vasco Ricoca Peixoto, médico de saúde pública e investigador da Escola Nacional de Médicos de Saúde Pública, destacou que neste momento a maior parte dos novos casos de covid-19 não se sabe onde ocorreu o contágio.

Os novos dados já não vão ao encontro da teoria de que a grande generalidade dos acontecem em ambiente familiar.

O clínico lembra que nos contágios que ocorrem nos transportes públicos, por exemplo, a origem da infeção nunca pode ser identificada.

Afinal, não temos a certeza onde as pessoas foram infetadas”, refere.

 

Vasco Ricoca Peixoto explicou por que motivo a DGS continua a assumir a febre, tosse seca e a falta de ar como os sintomas mais comuns da covid-19.

O médico esclarece que as dores cabeça ou musculares são mais comuns que estes sintomas, em doentes infetados com SARS-CoV-2. No entanto, não seria sensato assumir que qualquer dor de cabeça ou muscular seria uma manifestação de covid-19.

 A febre e a falta de ar só muito menos comuns que as dores de cabeça ou musculares”, explica.

 

Como se diferencia a covid-19 das constipações ou gripes?

Vasco Ricoca Peixoto considera que o cidadão comum não será capaz de diferenciar a covid-19 da gripe e de uma constipação apenas através dos sintomas.

O médico considera que as tabelas de sintomas que têm sido publicadas estão desatualizadas e garante que a covid-19 e a gripe são “indiferenciáveis”.

Uma gripe e o coronavírus são indiferenciáveis nos casos ligeiros", garante.

 

Covid-19: Inês Barata tem 21 anos e está infetada pela segunda vez

Inês Barata é um dos raros casos de reinfeção por covid-19.

A jovem de 21 anos contraiu a doença pela primeira vez em março e passados cerca de sete meses voltou a testar positivo.

“Hora da Verdade”: existe mesmo um e-mail que substitui a linha telefónica SNS24?

A “Hora da Verdade” é uma parceria de “fact-checking” entre a TVI e o jornal Observador, que tem como objetivo testar a veracidade das teorias mais populares da sociedade.

Nesta edição especial sobre a covid-19, a jornalista Carla Jorge de Carvalho verificou o fundo de verdade de uma publicação, que circula nas redes sociais, que diz que o e-mail atendimento@sns24.gov.pt substitui a linha telefónica SNS24.

O endereço digital existe, mas não serve para efetuar a triagem de casos, incluindo suspeitas de infeções por covid-19.

- Posso deslocar-me ao aeroporto após as 13h, no fim de semana? E posso viajar durante a semana?

O advogado Pedro da Quitéria Faria respondeu a várias questões dos telespectadores sobre viagens, durante o estado de emergência.

O especialista começou por explicar que ir buscar alguém ao aeroporto não está contemplado nas exceções às restrições impostas nos 191 concelho na lista de alto risco de contágio.

Pedro da Quitéria Faria acrescenta que durante a semana os portugueses podem viajar para o estrangeiro, com exceção se as deslocações ocorreram durante o período de recolher obrigatório, entre as 23:00 e 05:00.

Nuno Mandeiro