Os médicos intensivistas portugueses desesperam por um sistema que monitorize as vagas existentes em cuidados intensivos. A falta desse sistema dificulta e atrasa a transferência de doentes, que é agora acordada através de telefonemas entre instituições hospitalares, atrasando em muito o processo. A denúncia foi feita no programa da TVI24 "Segunda Vaga", esta quarta-feira, pelo médico intesivista do Hospital Egas Moniz Tomás Lamas. 

Os médicos intensivistas veem-se obrigados a contactar telefonicamente outros hospitais para saberem se existem camas disponíveis. Um processo que se revela moroso e que pode fazer a diferença no desfecho do estado dos pacientes.

Tomás Lamas, médico de medicina intensiva no Hospital Egas Moniz, revelou que ainda não foi implementado qualquer sistema informático capaz de monitorizar as vagas disponíveis nas unidades de cuidado intensivo portuguesas.

Tem que haver uma gestão centralizada, uma capacidade de visualizarmos quais são as vagas que estão disponíveis a nível nacional. O método atual é muito rudimentar, funciona com base no telefonema de unidade a unidade para saberem se têm vagas, o que leva horas. As pessoas podem pensar que é um procedimento simples, mas tem que se ligar à telefonista, que liga para a unidade, esperar que alguém nos atenda, até que percebamos se o colega tem ou não tem uma vaga leva muito tempo e nós não temos muito tempo ”, garante.

 

O médico intensivista considera que esta é uma ferramenta essencial para diminuir a pressão nos hospitais e apela ao Governo que haja celeridade neste processo.

Convém que o Governo lance rapidamente um sistema de vagas disponíveis a nível nacional. Tem de haver uma maneira de monitorizarmos as vagas disponíveis a nível nacional”, reitera.

Tomás Lamas explica, que caso o número de doentes venha a exceder o número de vagas dos cuidados intensivos existentes em Portugal, a escolha dos pacientes que serão internados vai basear-se na probabilidade que estes têm de recuperar.

O clínico intensivista garante que a idade do doente é um dos critérios, mas que nunca foi utilizado como o fator diferenciador principal.

Temos de decidir qual é o doente que tem maior capacidade de recuperar”, esclarece.

 

“Hora da Verdade”: amostra de sumo de maçã testa positivo à covid-19. Serão os testes eficazes?

A "Hora da Verdade" é uma parceria entre a TVI e o jornal de Obervador que visa escrutinar a veracidade de algumas das teorias mais populares entre a população portuguesa.

Na edição especial covid-19, desta quarta-feira, analisámos a eficácia dos testes de despiste à covid-19, depois de ter surgido um vídeo que mostra uma amostra de sumo de maçã a testar positivo para o SARS-CoV-2.

Carla Jorge de Carvalho realça que os médicos especialistas a quem mostrou o vídeo apontam para algumas anomalias nas imagens, sobretudo, devido à rapidez do teste realizado.

Por isso e de acordo com a escala de classificação utilizada na “Hora da Verdade” este vídeo é “errada”.

A médica de saúde pública Vânia Gonzaga lembra que há dois fatores que vão determinar a eficiência da vacina contra a covid-19.

O primeiro prende-se com o facto de as pessoas aderirem em massa à toma do fármaco e o segundo é garantir que a vacina chega a todos os portugueses sem grandes atrasos e sem falhas.

Para a vacina ser eficaz é necessária adesão e acessibilidade”, explica.

 

Escolas fechadas a 30 de novembro e 7 de dezembro: o que podem fazer os pais?

O Governo decretou o encerramento dos estabelecimentos de ensino nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, vésperas dos feriados.

A decisão criou um problema para os encarregados de educação o setor privado que podem não ter tolerância de ponto nem com quem deixar os filhos.

Um diploma de março, durante a primeira vaga prevê esta situação, o advogado Telmo Semião diz que a lei não é clara acerca de se os pais vão ter direito a usufruir de faltas justificadas.

“Tive Covid-19”: Cristina Peixoto foi infetada em contexto hospitalar

Cristina Peixoto é auxiliar de ação médica no Hospital de Braga e já esteve infetado com covid-19.

A técnica hospitalar esteve infetada durante a primeira vaga e explica que teve tosse, febre e dores no corpo.

Cristina Peixoto acredita que possa ter sido contagiada em contexto hospitalar.

Nuno Mandeiro