O Serviço Nacional de Saude já gastou 54 milhões de euros com testes moleculares à covid-19 feitos pelos privados, de acordo com números estimados ao jornal Público por responsáveis das principais redes de laboratórios privadas do país.

Esta semana, avançou o Ministério da Saúde, foi ultrapassada a fasquia dos quatro milhões de testes realizados desde março, 45% dos quais executados no sector público e uma percentagem semelhante no privado, sendo que os restantes foram feitos em laboratórios de universidades.

Apesar de os laboratórios privados terem realizado até 4 de Novembro mais de 1,5 milhões de testes PCR , apenas um valor menor do que 40% terão sido pagos pelo Estado, segundo estimativa dos responsáveis das redes de laboratórios.

Esta realidade, avança o jornal, significa que uma fatia significativa saiu do bolso dos particulares que foram obrigados a pagar à volta de 100 euros por análise. Também empresas, instituições do sector social e seguradoras estão no rol dos principais clientes.

No que diz respeito aos testes rápidos de antigénio, na semana passada começaram a ser feitos em massa, com cerca de mil testes a serem feitos por dia.

Portugal atingiu os quatro milhões de testes PCR realizados no dia 14 de novembro, 861.334 dos quais no mês de outubro, sendo que a proporção de positividade é de 15,3%.

Segundo a DGS, incidência cumulativa a 14 dias é, à data, de 760 casos por 100 000 habitantes, existindo assimetrias regionais. “A região Norte, com 1 304 casos por 100 000 habitantes, continua a ser a mais afetada”.